3 de jun. de 2008

Meu eu de ontem...

Mãos

Agora há pouco, no teatro com você,
Eu descobri que gosto de mãos

Gosto de tê-las, de apalpá-las,

De senti-las e almejá-las

Gosto do conforto que me traz

Os seus dedos entre meus dedos,

Suas unhas, seus apegos...
Agora há pouco entendi tudo
E ao mesmo tempo, entendi nada

Passei a gostar ainda mais de Clarice
E entender melhor o que me disse
Passei a esquecer o que não conhecia
Descobrir o que já sabia
E agora que sei, confesso que tanto faz
Porque meu eu de hoje
Não é mais o meu eu de ontem
E confesso que agora tanto faz

Porque o meu eu de ontem
Talvez seja o meu eu de nunca mais.

8 comentários:

  1. muuuuuuuuito foda leo, mto mto!!!!!!!!!!

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  2. aiii que lindo, Léo.
    :~

    Esse ficou muito bom.
    Nossa, nossa.
    Adorei.

    "Porque o meu eu de ontem
    Talvez seja o meu eu de nunca mais."

    ^^

    Bjãoo

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  3. é, voltei. agora com mais frequencia! :)
    td baum ?

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  4. desculpe, estou sumida. Se tudo der certo o grande dia será no ano que vem, em maio. Amei o texto das 'mãos'. Não é difícil imaginar o porquê...

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  5. =O
    Boquiberta denovooooo
    Afff parece até puxação se saco, mas não é Curcino. Vc realmente tem muito talento.
    Certezas e incertezs... elas andam tão perto...!

    Ray

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  6. deu vontade de segurar na sua mão.

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  7. entao eu comento de novo. poesia de uma época conturbada da minha vida, tb movimentada da sua, e ambos nos ajudamos bastante. :)
    vc de fato pegou na minha mao, e vice versa. num sentido bem mais amplo. um beijo. :*

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