11 de jan de 2009

Horizonte

Azul

Eu não sou de usar
Palavra empolada pra me expressar
Prefiro fugir dos maneirismos mil
Do que tentar enfeitar o que não sei dizer
E eu que tinha medo de ser trivial
Agora só escrevo pra descalçar o mal
Aquele mal que outrora andara por aqui
Já nem vi, já correu, já partiu
Se for voltar, que seja amanhã ou depois,
Pois agora quero descansar
Quero uma volúpia casual, quero o mar
Um abraço de primo, comida de vó
Quero um "oi" e, talvez, o sexo
De uma donzela qualquer,
Pendões de vitória, ninfas de manhã,
Brisas fortuitas, maré cheia, fui embora
Sujei de humano o grande lago azul

Deixa soar a lira dos acasos
E o eco dos meus passos
Vai alcançar o horizonte azul
Deixa eu fitar o horizonte azul
Quero gozar o horizonte azul
E eu vou lá

Eu não sou de usar
Palavra empolada pra me expressar
Prefiro fugir dos maneirismos mil
Do que tentar enfeitar o que não sei dizer
Me cansei e já nem sei dizer
Por que há de ser o norte o sul?
Por que há de ser minha ânsia vã
Se acordei com minha voz sã?
O barulho escuro da chuva vai repousar

Deixa soar a lira dos acasos
E o eco dos meus passos
Vai alcançar o horizonte azul
Deixa eu fitar o horizonte azul
Quero gozar o horizonte azul
E eu vou lá

Quero me perder nesse azul
Quero me prender nesse azul
E eu vou lá.

14 comentários:

«« ڱemöґïvö »» disse...

Carpe diem meu caro, carpe diem!
Quanto tempo né?"! Rs, finalmente estou de volta. muita saudade deste canto, muita mesmo.
Grande abraço

Ray

Priscila Milanez disse...

Gostei do ritmo do texto...gostoso de se ler!

Victor Meira disse...

Quanto à poesia, não gosto muito das repetições - acho um recurso meio empolado, hehe. E é claro, rola uns paradoxos (em relação ao conteúdo) quando se encontra termos como "volúpia", "fortuita", "pendões" e "ninfas".

Cê sabe que eu não simpatizo com a causa. Não porque eu goste da escrita empolada, mas porque não gosto da idéia de usar uma língua limitada, uma língua que tem medo de soar pretensiosa. Gosto do uso da língua que nos vem à telha - seja "empolada", seja vulgar, cotidiana.

É isso.
Abrazzón, nega.

Marina F. disse...

Adorei o poema.
abs.

Jairo Souza disse...

Mt bonito o texto Curcino! Deixe que o acaso e a volúpia casual sejam seus guias! =)

Lívia Cristina disse...

Um texto bem musical e inteligente! Amei esse trecho:
"Deixa soar a lira dos acasos
E o eco dos meus passos
Vai alcançar o horizonte azul..." bjs

Juliana Lopes disse...

Olááá!

Desculpeeee

Só vi HOJE seu comentário que você fez sobre FatBoy

O cara é bom mesmo.. toca demais!

Quem sabe ele não vem pro Brasil.. rumooores

- Diário de sophia. ♥ disse...

obg pela visita, e sim sim é baseado em fatos reais *-*

nah ;) disse...

Gostei do texto Leo, principalmente dessa parte: Prefiro fugir dos maneirismos mil
Do que tentar enfeitar o que não sei dizer.
E, me deixa morar nesse azul? haha

;*

.Mariana. disse...

Gostei demaaais do texto!
Sem palavras. Sem comentário detalhado, é muito bom, fato.
Tem um ritmo, uma combinação, sem igual.

Inside Me disse...

oie, que delícia de texto, de blog, de tudo... adorei! bjocas e bom fim de domingo pra ti. yzy

Cristiane disse...

Parece muito com algo que quis dizer, exposto de forma muito linear por você. Gostei do blog! Abraços literários.

T disse...

Minha primeira vez aqui.
E valeu a pena.

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