11 de dez de 2008

Café diário

Açúcar

Eu sou agora um pouco mais

Que os restos não vividos de ontem
E amanhã serei um tanto mais

Do que as verdades que escondi,
As bromélias que eu vi,

E a cerveja que matei no bar


O placebo que tomei pra me curar

Só solfejou meu trabalho diário
Não valeu a pena o copo d'água
Não valeu o tempo da degustação

Ainda descubro a cura para todo mal
Ainda farei da sorte subterfúgio

Mas quer saber? Já passou!

Já me esquivei da quina
Já virei a página


Agora, ando meio erótico, meio bucólico,
Buscando a distração à noite toda
Esperando pelo bis de amanhã... E que venha!

Gondry que me perdoe, mas eu

Rebobinei minha mente sem lembranças
Sem direito a stop ou replay
Sem direito a regravação de cena
E as lembranças poucas que me restaram
É um quiprocó do óbvio
Que Deus me livre e guarde!


Eu quero partilhar meu vinho,
Minha foto estampada, um nome bobinho,
Eu quero um abraço no refrão
Eu quero o colo e um pouco mais
Uma xícara de açúcar, meia colher de chá.

12 comentários:

Liz disse...

que lindo. ;*

Lívia Cristina disse...

léo,nossa! Sinto falta de seus posts, sabe! Esse, em especial, me transmitiu coisas boas, mesmo que talvez minha interpretação não alcance seus dotes criativos. Acho que esse texto combina com o fim do ano, tipo, virar a página deixar as coisas acontecerem e partilhar... bjs e ótimas festas!

yaya disse...

gostei. quero mais açucar nessa chá. aliás, café. prefiro café, se vc nao se importa!
escuta, o papode vix é sério? vem, a gente vai conehcer a cidade junto.. hahaha
conheço bem pouquinho aqui!
abração

[ rod ] disse...

Nestas idas do agora e do nunca... as instâncias que nos devoram contam muito pouco do que somos. Na ampla noite que se segue as vertentes que se encontram... as claras manhãs que nunca chegaram. Talvez, porque óbvio seria se assim o fossem... e nós sabiamente o refutamos.

Segunda vez por aqui e ansioso por mais posts cara...

Grande Abç,





Novo Dogma:
saCro...


dogMas...
dos atos, fatos e mitos...

http://do-gmas.blogspot.com/

Victor Meira disse...

"E as lembranças poucas que me restaram / É um quiprocó do óbvio"

Boa, Leo. Acertou. Auto-análise poética (e que poesia não o é, né?). Bonito e sincero. Aliás, tua poesia é sempre assim: é abertura, exposição, confessionário e desabafo. Tudo com doçura.

Abração e Arte, nego.

Mr. Jairo Souza disse...

Ótimo Post Curcino!

Adoro esse querer mais, como se as emoções de hj jah ñ bastassem, sempre esperando pelo q nos aguarda o amanhã!

enfim mt bom!
qnd meia colher de açucar jah não basta! Entorna emoção!

Lu disse...

Hoje somos mais que ontem, do que vivemos e não vivemos.
O vivido trouxe a experiência, o não vivido a possibilidade, que na verdade nem sempre, queremos hoje viver.

Um Feliz Natal Léo, junto aos seus. Beijo!

Anderson disse...

Oi.
Achei muito interessante seu blog. [Parabéns].
Até breve.


Ps. Se possivel, não deixe de acessar meu blog para compreender um pouco do meu Fetiche. Desde já agradeço.

Lih disse...

:)

Licia disse...

Tenho filhos de sua idade e não canso de me abobar de como vocês jovens se fizeram GRANDES pessoas.

Grata pela visita e pelo comentario,virei por aqui mais vezes,adoro me embebedar de GENTE como você.

De

Priscila Milanez disse...

Te achei lá no Maná e vim aqui conhecer melhor os escritos do mais novo integrante do Maná! Gostei do que encontrei.
Mais açucar e menos chá!Gostei do texto! Por falar em chá, dois dos textos meus o contém:

http://mariafulor.blogspot.com/2008_06_01_archive.html

http://mariafulor.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

Se puder, passa por lá!
Até

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