26 de mai de 2013

Calçadas

Já maltratei calçada, quase nada
Vi gente disposta, muita gente cansada
Mas fiquei até o último brilho da madrugada
É que o tempo mata, mas antes destrata
Esse maldito fugaz de longos anseios
Alguns tão pobres, alguns devaneios
Uns mais impossíveis que outros
Outros mais calados que uns
O que a gente não leva, arrasta
Por isso há de se sentir bem sentido
Até o que se sente não sentir mais.

Do ponto final pra frente
Outros frames, outras histórias
Nem tudo festa, nem tudo glória
Memórias? Nem tão cegas,
Nem tão claras quanto esperava
Umas bem quistas, outras massacradas
Umas tão tortas quanto supervalorizadas
Todas necessárias, vadias desesperadas.

4 comentários:

denise disse...

que lindo!

Lírio Amarelo disse...

Volúpia das palavras célebres...
Obrigada pelo comentário, não consigo me recordar de voce, é uma pena. Mas sobre o Blog, eu fico um tempo sem escrever, mas estou planejando não abandoná-lo, escrevo da maneira que posso. De qualquer forma obrigada por visitá-lo, será sempre bem-vindo.

Lírio Amarelo

Lírio Amarelo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Fernanda Ferraz disse...

Se eu soubesse como, faria uma boça das suas palavras.

Muito prazer e um beijo.