Veja se tem graça se matar de amor
E ainda acordar vivo no outro dia
Lembrar da morte e morrer de novo
Um círculo vicioso
Viciado em você
Eu queria ter uma bomba
Para me livrar do prático efeito das tuas frases
Quintas intenções em quatro simples palavras,
Três sensações em atitudes sensatas,
Dois caminhos... Apenas um é o certo
Cada vez te sinto mais distante
Você se esquece dos bons momentos
Mesmo quando estou perante
Teus olhos... Ja dói tanto que nem tento
Mais lutar por você... Apenas lamento
E sigo a vida como ser, errante e incerto
Se devo ainda tentar viver.
*Achei esse e outros poemas antiiiiigos aqui no meio da minha bagunça. Esse aqui, eu tinha 16 anos quando escrevi. Fazia 2º Ano do Ensino Médio. Não sei de onde surgiu a inspiração pra ele, até porque eu realmente não estava morrendo de amores por ninguém. É uma prova de que nem sempre as coisas que eu escrevo são necessariamente auto-biográficas ou refletem situações que eu estou vivendo. Sendo bem sincero, menos da metade são assim. E é engraçado como é notório o tom adolescente em crise existencial/experimentalista/pseudo-intelectual nas coisas que eu escrevia. Chega a ser engraçado! Achei bacana reler coisas do meu passado e fiquei contente porque sinto que evoluí um pouquinho daqueles tempos pra cá. :)









