Todas as canções de amor que escrevi,
Foram pensando em teu ardoroso olhar,
No poder de aconchego dos seus braços,
No êxtase indissolúvel de seus beijos
Não me faltam lembranças nítidas
Das suas doces palavras ao vento
Seu sorriso indiscreto e tocante
Seu jeito transparente e indistinto
Restou o gosto amargo do fim
Ficaram suas cartas e as fotos
E eu, alheio as suas intenções,
Para celebrar e colorir meu coração vazio.
*Mais um poeminha da época de adolescência. Se eu tivesse escrito esse texto nos tempos atuais, muitos diriam que ele ficou "emo", mas naquela época nem existia esse movimento ainda. Bons tempos! ;D








